Campus São Cristóvão II realiza ‘Dia da América Latina’

 

 

 

 

A Direção do Campus São Cristóvão II e a equipe de Ciências Sociais realiza no dia 18 de novembro o “Dia da América Latina”. O evento é aberto a toda comunidade escolar e acontece no Complexo de São Cristóvão, das 7:00 às 16:10, com a proposta de discutir e apresentar algumas atividades que abordam questões históricas, políticas, diferenças culturais e expressões artísticas latino-americanas.

 

Coordenada pela professora de Ciências Sociais Marília Márcia Silva, a programação se inicia com a exposição “Coleção de Arpilleras das Atingidas por Barragens” e debate com as bordadeiras.

 

Também fazem parte do evento a contação de histórias com Rosana Reategui, do projeto “Manos que Cuentan”, que reúne artesãs e bordadeiras peruanas, que costuram e bordam retalhos de tecidos para criar livros artesanais para ler, tocar e contar histórias, e a participação do bloco Besame mucho, composto por 15 musicistas que apresentam diferentes canções latino-americanas em ritmo de carnaval.

 

“Esperamos que, com esta atividade, os estudantes possam aprofundar seus conhecimentos sobre a realidade cultural, política e artística latino-americana e ter contato com diversos tipos de vivências, experiências e relatos de vida”, afirma Marília.

 

Sobre Arpillera:

É uma técnica de bordado surgida em Isla Negra, no Chile, utilizada pelas mulheres como forma de subsistência. Com os dias sombrios da repressão militar no país andino, transformou-se em uma verdadeira arma contra o governo comandado por Augusto Pinochet.

 

Com as roupas dos parentes desaparecidos, mulheres do subúrbio de Santiago denunciavam as diversas violações de direitos humanos cometidas contra aqueles que se opuseram ao regime comandado por Pinochet. O bordado passou de trabalho invisível à ferramenta política. A partir de um afazer cotidiano, as chilenas conseguiram se transformar em protagonistas da resistência contra a ditadura.

 

Essa mesma técnica vem sendo resgatada no Brasil desde 2013. Mulheres de diversas regiões do país utilizam a costura para contar as violações cometidas na construção de barragens. Seguindo a força e a potência dos bordados, elas procuram expandir ainda mais as denúncias, contando suas histórias e suas lutas contra as violações dos direitos humanos.

 

 

 

 

 

Setor de Comunicação Social do Campus São Cristóvão II

Assessoria de Comunicação Social

 

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